DANÇAS





Das mais remotas manifestações culturais da humanidade, a dança, nos primórdios, era integrante de rituais religiosos e mágicos, de cuja prática existem milenares registros arqueológicos.
Ainda hoje, verifica-se o uso da dança como manifestação de devoção, com caráter religioso, a exemplo de algumas que logo veremos no decorrer deste artigo. Com o tempo, a dança deixou de ter apenas motivação religiosa e passou a adquirir função recreativa e estética, fazendo-se presente em todas as sociedades humanas. Atualmente, é usada inclusive com finalidade terapêutica.

DANÇA FOLCLÓRICA

Diversamente das danças "da moda", fomentadas pelos meios de comunicação de massa, ou da dança clássica, erudita, a dança folclórica caracteriza-se por se situar e se desenvolver dentro da cultura espontânea, informal, ou seja, é aprendida pela observação e imitação direta, pela repetição e pela tradição, sem a intervenção da cultura erudita, sem a direção de coreógrafos.
Os estudiosos do tema classificam-nas de diversas maneiras.
Alguns as enfeixam em três grupos: danças "religiosas" (São Gonçalo, por exemplo), "guerreiras" (Quilombo, Maculelê) e "profanas" (Lundu, Coco). Outros o fazem, segmentando-as de acordo com sua "forma" (par solto ou unido, fileiras, roda); "possível origem" ou influência (européia, indígena); e sua "finalidade" (de intenção religiosa ou profana).
Outras formas de sistematização são também apresentadas, tais como, "quanto ao período em que são celebradas"; "quanto ao espaço de realização" (dança de salão, dança de terreiro); "quanto indumentária"; "quanto à área geográfica", entre outras.