Atentado terrorista mata mais de 20 pessoas na Inglaterra em show da cantora Ariana Grande Por Tiago Chagas - 23 de maio de 2017




A cidade de Manchester, na Inglaterra, foi alvo de um atentado terrorista na noite da última segunda-feira, 22 de maio, que deixou pelo menos 22 pessoas mortas, durante um show da cantora pop Ariana Grande.
A explosão na Manchester Arena deixou outras 59 pessoas, e de acordo com as autoridades do Reino Unido, o ataque foi executado por um homem-bomba. Nenhum grupo terrorista se pronunciou, até o momento, para assumir a autoria do atentado.

De acordo com informações do jornal O Globo, a primeira-ministra britânica, Theresa May, comentou em pronunciamento que a polícia acredita saber quem era o homem-bomba, e que por enquanto não serão reveladas maiores informações sobre o terrorista, pois ainda investiga-se se outras pessoas o ajudaram na preparação do ataque.
“Nós acreditamos, a esta altura, que o ataque da noite passada foi conduzido por um homem. A prioridade é estabelecer se ele estava agindo sozinho ou como parte de uma rede. O autor do ataque, eu posso confirmar, morreu na arena. Nós acreditamos que ele estivesse carregando um explosivo improvisado que ele detonou, causando esta atrocidade”, afirmou Ian Hopkins, da polícia de Manchester.

A maioria dos mortos no atentado eram jovens e adolescentes, público-alvo do trabalho da cantora norte-americana Ariana Grande. A explosão ocorreu por volta das 22h33, horário em que as primeiras ligações foram feitas para o serviço de emergência, solicitando ambulâncias.





Cenário de guerra

Uma sobrevivente do atentado publicou detalhes do momento da explosão em sua página no Facebook, e afirmou que havia “pele, sangue e fezes” por todos os lados, próximo ao ponto da explosão. No post, a jovem escocesa Abby Mullen publicou fotos de seu cabelo, bolsa, roupa e sapatos sujos de sangue e de outros vestígios humanos.
“Para sair do show de Ariana Grande, em Manchester, achei que levariamos segundos, antes que a última música terminasse, para irmos para casa rápido em vez de passar por uma longa espera por táxi. Quando estávamos saindo, uma bomba ou explosão ocorreu a alguns metros em minha frente. Pele, sangue e fezes humanas estavam por toda a parte, incluindo meu cabelo e minha bolsa. Ainda estou encontrando pedaços de sabe Deus o que estão no meu cabelo. Eu estou bem e de volta ao hotel e espero que todos os envolvidos e próximos a mim estejam bem”, dizia trecho do relato publicado pela vítima.
Outra sobrevivente acusou a organização do show de não prevenir o atentado, já que as revistas não foram feitas: “Quase não houve checagem de segurança. Eu diria zero. Eles nos deixaram entrar sem olhar se levávamos qualquer coisa. A única pergunta que fizeram foi se estávamos com garrafas de água. Não deram uma olhada nas bolsas”, contou, em entrevista à agência de notícias Associated Press.

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